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⁠⁠⁠Fabricação pré-moldado

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Pré-moldados são opções rápidas para construir
Pilares, vigas, lajes, paredes e telhas são opções. Peças chegam prontas e são montadas com máquinas.

Projeto de uma unidade Fabril pertencente ao Grupo Góis e Silva

Cada vez mais usado em construções industriais, comerciais e de galpões, o pré-moldado tem ganhado espaço também em obras residenciais. De acordo com o engenheiro civil Rogério Cusinato, as estruturas pré-moldadas geralmente são usadas para reduzir o tempo e mão de obra na edificação, pois esse modo de construção é um processo construtivo rápido e de pouco desperdício. “Podem ser produzidos pilares, vigas, lajes, paredes, telhas, entre outros”, explica.

Peças chegam prontas e são montadas com máquinas

Em obras residenciais, o engenheiro explica que, como a construção “tradicional” é artesanal, demanda muita mão de obra, enquanto no pré-moldado as peças chegam prontas e são montadas com máquinas. Devido a isso, construir com pré-moldados é mais rápido. Porém, ele alerta que, se a área a ser construída for muito pequena, o valor dessa forma de construção pode sair mais caro.

A aposentada Maria Amélia Guimarães optou pelo pré-moldado ao construir, há cerca de um ano. Ela conta que decidiu fazer a obra desta forma pelas facilidades, como rapidez e limpeza após a construção, já que o pré-moldado deixa poucos resíduos.

O engenheiro Rogério afirma que, em geral, não é preciso ter cuidados especiais com construções pré-moldadas, pois as estruturas são normatizadas dentro dos padrões de qualidade e segurança, mas que é sempre bom verificar se existe algum tipo de patologia. Maria Amélia conta que não teve que se preocupar com isso. “Tudo ficou por conta da empresa construtora, desde a sondagem de solo até o levantamento das estruturas”.

 

O setor em números

Quanto aos principais mercados, para 57% dos entrevistados os segmentos que puxaram o faturamento em 2010 foram mantidos em 2011, mas há novos nichos que devem aparecer com destaque e, novamente, os estádios de futebol são citados, assim como a área habitacional. Em outro questionamento, 86% das empresas pesquisadas informou atuar no segmento de construção de prédio comercial, sendo que para dois quintos desses respondentes os negócios são focados em projetos com área superior a 30 mil m² e na maior parte dos projetos (70%) a média é de 5 pavimentos por empreendimento.

Na área de galpões, as indústrias saem na frente, sendo apontadas por 21 empresas do universo de 28 entrevistadas como área de atuação. O segundo segmento mais citado é o de centros de distribuição e logística, elencado por 17 empresas, enquanto 7 dos entrevistados indicaram a área de transportadoras. No nicho de galpões, os projetos predominantes (41%) são aqueles com área entre 3 mil m² e 7 mil m².

Os edifícios residenciais são um dos mercados que poderão ser melhor explorados pelos pré-fabricadores de concreto daqui para frente, uma vez que apenas 42% deles atuam nessa vertical. Mais da metade dos entrevistados indicou que tem planos de ingressar no segmento, começando com projetos de até 5 mil m² de área. Para os que já têm projetos de prédios residenciais, a grande maioria está concentrada em obras com a metragem citada como média.

As construções de habitações populares ainda é um nicho pouco explorado, mas que também deve elevar as cifras dos pré-fabricadores nos próximos anos. Das empresas que responderam ao questionamento da pesquisa sobre esse universo, 75% não têm atuação nessa área. Dos 25% atuantes, dois terços trabalham com obras de empreendimentos voltados para a Classe Média brasileira (Classe C), construindo prédios de até 5 pavimentos. Para o futuro, todavia, 20% das empresas que não atuam pretendem entrar nesse mercado.

Para suportar o crescimento da demanda por pré-fabricados de concreto, os produtores brasileiros investiram pesado entre 2009 e 2011. O maior investimento foi na ampliação do quadro de funcionários, como pontuaram 82% dos entrevistados.

A implementação ou otimização de pontes rolantes, pórticos e formas especiais foi atividade indicada por 78,5% dos entrevistados, enquanto a ampliação do galpão da fábrica aparece em terceiro lugar, sendo citada por 71% das empresas ouvidas na pesquisa. Duas empresas destacaram a construção de uma nova fábrica nesse período e há casos de ampliação de área de estocagem em 50 mil m², mostrando que os pré-fabricadores buscam consolidar também as próprias estruturas para suportar o crescimento da construção civil brasileira.