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Editoração e produção de

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Revistas

Os fundamentos do mercado editorial de revistas no Brasil permanecem e deve ser mantido o movimento de ascensão observado nos últimos anos. O segmento passou bem pela última crise econômica internacional e está mais consolidado para enfrentar adversidades no mercado.

Mercado de Revista impressa

“É um mercado que não é confortável, mas é muito interessante. Poucas coisas são mais legais do que fazer revista”, introduziu o jornalista Edson Rossi durante o Primeiro módulo da Oficina “Jornalismo em Revista: Pauta e reportagem/ edição e fechamento”, realizada pela Revista IMPRENSA em São Paulo.

De acordo com Rossi, que atualmente atua na Elemídia (empresa de mídia digital out of home pertencente ao Grupo Abril), a circulação de revistas girava em torno de 453 milhões em 2001 (entre assinatura e vendas em banca). Ano após ano, parecia que a internet estava “matando” esse meio. No entanto, em 2006, os números pararam de cair. Se em 2000 o mercado registrava 2034 títulos, em 2012 esse número saltou para 5913. “As publicações bem feitas vão muito bem. É essencial definir o seu leitor. É uma questão de segmentação. Nunca faça uma publicação para todo mundo”, afirmou Rossi.

Em uma avaliação resumida do jornalista, revista não é fato, e sim análise.  Pela sua periodicidade, quando ocorrer o fechamento todas as notícias já foram lidas e já é de conhecimento de todos. “Vamos chegar depois, então é necessário pensar com outra cabeça e editar com uma incrível bagagem. Isso exige uma profundidade técnica. Não é simplesmente um relato. O veículo vai mostrar autoridade e posicionamento no assunto. Em outras plataformas há um consumo imediato, a revista precisa durar mais. Por isso tem que ser muito bem feita”, finalizou.

O cenário da ultima década no mercado de revistas apresenta dois períodos de características distintas. No primeiro período, de 2000 a 2005, ocorreu a recuperação de margens dos produtos, transformando as editoras em empresas mais saudáveis e preparadas para crescer. Algumas não sobreviveram a este período.

Num segundo momento, as editoras investiram em dois mercados importantes e as circulações e faturamento cresceram. O primeiro mercado, a exemplo do que ocorreu com os jornais, foi o de revistas populares, com preços médios entre R$ 3 e R$ 4. As características deste mercado são preços corrigidos abaixo da inflação e comercialização concentrada em venda avulsa (bancas e varejo), com pouca ou nenhuma base de assinantes. Este mercado foi mais desenvolvido nas revistas semanais a partir de 2007 e, nas mensais, a partir de 2008. O segundo mercado com investimento e crescimento importante é o de revistas mensais “segmentadas” com preço de capa acima de R$ 10. Este nicho apresenta evolução de preços junto com a inflação, possui presença tanto nas vendas avulsas quanto em assinaturas e foi desenvolvido com maior força a partir de 2005.

Mercado de Revista impressa e as edições digitais

As edições digitais não apresentaram números expressivos que marcassem nenhum movimento importante no período analisado. Os eventos mais marcantes nesta área, especialmente o surgimento dos tablets, ainda não apresentaram impacto nos números de circulação,

Considerando o potencial, ainda não desenvolvido dos tablets no mercado brasileiro, ainda é difícil estimar o impacto que ele vai ocasionar. Contudo, o avanço no uso deve gerar incremento na circulação das edições digitais das publicações. Os fundamentos do mercado editorial de revistas no Brasil permanecem e deve ser mantido o movimento de ascensão observado nos últimos anos. O segmento passou bem pela última crise econômica internacional e está mais consolidado para enfrentar adversidades no mercado.

A Associação Nacional dos Editores de Publicações (Anatec), que estuda o mercado de revistas técnicas e segmentadas, realizou um levantamento em 2010 apontando que o Brasil possui mais de 1,5 mil editoras de diferentes portes, que juntas publicam cerca de 3 mil títulos num total de 1,5 bilhão de exemplares por ano.

Segundo números do Mídia Dados 2013, o número de revistas segmentadas filiadas à Anatec e auditadas pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação) no ano passado foi de 315 títulos distribuídos em 46 gêneros – sendo que, desse total de títulos, 28 são sobre indústria e 27 sobre arquitetura – que num total somam 654 mil exemplares. “Você sabia que existe revista sobre areia e brita? Pois é, hoje em dia o sujeito compra revista porque quer guardar os artigos, por exemplo, e isso não o impede de procurar informação no digital”, completa Pedro Renato Eckersdorff, presidente da Anatec. “Esta é uma das grandes áreas de excelência das marcas segmentadas: a afinidade com seus públicos, a baixa dispersão de audiência, a adequação do ambiente editorial, sem contar a cumplicidade, o respeito, e o prestígio que conquistam junto às suas audiências”, ressalta Helena Bagnoli, diretora superintendente das revistas segmentadas da Abril.

A história do Mercado de Revista impressa

Mercado de revista ImpressaAs primeiras revistas chegaram no Brasil em meados do século XIX, junto com a corte portuguesa. No entanto, a primeira revista brasileira chamada “As Variedades ou Ensaios de Literatura” só veio a ser lançada no ano de 1812 em Salvador e imitava os modelos das revistas estrangeiras. As suas publicações traziam novelas de gosto comum, fragmentos de história antiga e moderna e discursos sobre costumes e valores sociais, além de artigos de estudos científicos e textos de autores clássicos portugueses.

Posteriormente, com a ajuda da elite intelectual, surgem novas revistas. Algumas merecem destaque como “O Patriota” em 1813, Anais Fluminenses de Ciências, Artes e Literatura, em 1822, ambas lançadas no Rio de Janeiro. Em 1827, surge o ramo de revistas segmentadas, ou seja, que são especializadas em um gênero, com o lançamento da revista “O Propagador das Ciências Médicas” com temas voltados para medicina e “Espelho de Diamantino”, a primeira revista feminina brasileira. Esta tratava de assuntos variados como arte, política e moda, de forma simplificada.

No século XX, a revista evolui e passa a publicar fotos em suas edições, dando lugar à revistas ilustrativas. Em 1928, é lançada a revista Cruzeiro pelo jornalista Assis Chateubriand, com publicações mensais. Ela enfatizava grandes reportagens com apelo para as imagens, aproximando o fotógrafo do fato e utilizando recursos do fotojornalismo. Em suma, a revista trazia os principais fatos jornalísticas da semana, variedades e os avanços tecnológicos no mundo pós primeira guerra, unido à uma boa diagramação, edição e ilustração. Após poucos meses de seu lançamento, Cruzeiro já era um sucesso de vendas, atraindo um público variado de leitores.

 

Em 1940, a revista “Diretrizes” era a principal concorrente de Cruzeiro, principalmente pelos bons profissionais que compunham a redação da revista. Ela tinha como foco principal a política e se posicionava contra o regime de Vargas em pleno Estado Novo. Por esse motivo, muitas de suas matérias geravam atritos com o DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda implantado por Vargas para censurar a distribuição de informações. Diretrizes contava com grandes escritores como Jorge Amado, Álvaro Moreyra, Rubem Braga e Joel Silveira.

Em 1952 é lançada, pela Editora Bloch, a revista Manchete, que priorizava a fotografia e a ilustração, seguindo um linha diferente das outras revistas citadas. As publicações eram voltadas para o grande público urbano e trazia curiosidades da cultura brasileira, sem muitos aprofundamentos.

 

Em 1966, nasce uma revista que marca a história da imprensa do Brasil, a revista Realidade, que tinham suas reportagens pautadas pela objetividade da informação. Antes da revista ser lançada, a Editora Abril S.A. fez uma pesquisa para medir os efeitos da primeira edição e definir quem seria o púbico alvo a consumir a revista. Os resultados foram as classes A e B nortearam as publicações e concretizaram o seu sucesso.mercado-de-revista-impressa-grupo-gois-e-silva

Os jornalistas de Realidade, eram em sua maioria, militantes de partidos de esquerda que expressavam na linha editorial um espírito democrático que inspiravam o debate, mas sem ser partidário. As reportagens da revista eram sempre bem apuradas e editadas, atraindo o público que buscavam um tema de interesse específico.

A revista Realidade resistiu por um tempo a competição com os noticiários de TV, que mostravam o fato com a urgência do tempo real. Entretanto, não conseguiu sobreviver à crise do mercado editorial brasileiro, somado ao Ato Institucional AI-5, que institucionalizava as restrições à liberdade de imprensa no Brasil. Em 1976, a revista Realidade fechou com a edição número 120, mas ainda permanece na memória, como um marco na história das revistas no Brasil.

Nessa mesma época , o fundador da revista Realidade, Victor Civita, havia criado a revista Veja em 1968. Mas foi só depois de dez anos de sua primeira publicação, que a revista passou a gerar lucros. Antes disso, seus custos eram bancados pela revista Realidade. Depois da Veja, criou ainda a Isto é, Isto é Senhor, Afinal e Época, marcando a entrada das Organizações na Globo no mercado das revistas semanais de informação.

 

O Projeto incorporado ao Grupo Góis & Silva.

Mesmo compreendendo uma queda natural das publicações impressas nos últimos 10 anos com a ascensão da internet, o mercado de revistas ainda movimenta mais de 3BI por ano, e nossa fatia nesse mercado busca através de uma empresa controlada pelo grupo, a publicação de inúmeras revistas de caráter segmentado, sendo oferecidas em modelo de POS e D2D para potenciais assinantes, que terão acesso a revista impressa, a conteúdos exclusivos em área restrita no site e a versão digital da revista em app  para tablets e celulares. (iOS e android)

Contamos com uma crescente equipe comercial, expandindo nossas publicações pelo sul de Minas afora e em um futuro breve no interior de São Paulo, a capital mineira e outros mercados.